Em uma bela noite você coloca seu neném pra dormir. Na manhã seguinte ela vira com um olhar adolescente e fala "Mãe, eu não quero assistir Galinha Pintadinha!! Eu só quero assistir Monster High!!" CADE O MEU BEBÊ?!?!?!?!? Onde eu estava que não vi sua careca criar lindos cachos dourados? O que aconteceu com os papatinhos tamanho 14?? Um sapato amarelo de bolinhas pretas tamanho 26?? Com uma bolsa da mesma estampa, muito mais moderna que a minha?? Em que planeta eu estava?? Pra onde levaram aqueles 10kg de carne cor-de-rosa com apenas 4 dentes?? Cadê as chupetas?? Cadê as mamadeiras??
Eu estava ali!!! Eu vi, mas foi tão rápido que tenho medo de perder um sorriso sequer... São pequenos detalhes, pequenas gigantescas conquistas, o prazer de aproveitar é imenso, mas se olhamos pra trás podemos ver que passou depressa demais. O que assusta é que continua passando. Como diria nosso Cazuza, o tempo não pára...
Enquanto estamos grávidas o relógio é preguiçoso, o tempo se arrasta sem se importar com a nossa ansiedade de sofr... digo, de ver a carinha do anjinho que carregamos. Passamos horas com uma roupinha nos braços, imaginando aquele corpinho preenchendo aquele pedaço tão pequeno de tecido. Nos deliciamos em compras. Nos achamos lindas. Até hoje não descobri nenhuma sensação mais prazerosa do que um chutinho na barriga (tirando a parte que minha filha não queria saber se o espaço era pequeno, ela se esticava e quase arrancava uma costela minha com um ponta-pé).
Depois nasce e mal temos tempo pra pensar em qualquer coisa. Nos sentimos uma vaca leiteira quando estamos acordadas e a Bela (sqn) Adormecida quando deitamos na cama. Mas passado os primeiros momentos, todas nós ficamos imaginando como será aquele neném quando ficar maiorzinho, qual será a primeira palavra, como vai ser seu jeitinho de engatinhar, que comida vai gostar mais.. tudo isso.
"Ela já estica a mão pra pegar objetos!! Onde está meu bebê??" Sim, eu disse isso. "Já anda!! Já anda para trás até chegar bem pertinho da beira da cama e tem ataques de gargalhadas com meu desespero!! Não é mais bebê..." Um dia ela aponta para o céu e diz "passs", no outro dia "passss inho", quando vi já dizia "passalinho" e de repente "passarrRRrrinho" com muita ênfase no R que orgulhosa já tinha aprendido a pronunciar.
Demorou para chamar "mamãe" era apenas um "SachÁ" quando tinha fome. De repente "mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe!!!!!" "Por favor filha, me chama de Sacha!!!"
Mal aprendeu a formar frases e já estava nos deixando de cabelo em pé com colocações impressionantes. "Te amo muito, muito, muito!! 2 te amo!!" Ela já sabia que 2 era mais do que 1. Um dia perguntei se me amava grandão, ela respondeu que me amava pequenininho, fingi ficar triste, ela disse "mamãe é grande. Dadi é grande, eu sou pequenininha", claro, eu a amo grandão porque sou grande, ela amava pequenininho porque era pequenininha...
Aos dois anos parou de chorar para não borrar sua maquiagem de caipira. Em outra ocasião, passou um batom de brinquedo e não aceitou a chupeta para não borrar o seu batom.
Agora só quer usar saia e vestido.. e tem que ser rodado. Tem uma coleção de coroas. Tem até príncipe!!!! Ai de quem chamar ela de bebê!! Ela briga, grita, não aceita!!! Trocou suas chupetas por maquiagem, ao mesmo tempo as mamadeiras não lhe agradaram mais. Fralda?? Moça não usa fralda... Come feijão para ver seus cabelos compridos, e como ama seus lindos cachos. Dança como uma bailarina, canta. Uma princesa nata!!!
E eu babo.... babo.... babo..... Sinto saudades daquele nenezinho carequinha e pesado igual chumbo. Mas me orgulho tanto da menina linda que Deus me deu pra criar!!! Eu só acho que o ano está acontecendo nos dias pares.... ta passando rápido demaissssssssss
E agora?!?! As dúvidas vêm com força total, os medos e as incertezas. Mas algo é certo: o amor por esse pinguinho de gente fará tudo valer a pena! Aqui poderemos refletir muito sobre todos as características frequêntes da vida de mãe solteira, e mais...
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Restart!!!
Depois de muito tempo sem escrever, depois de o planeta girar centenas de vezes trocando muita coisa de lugar, finalmente criei coragem para voltar a escrever sobre a louca maternidade.
Vou resumir as mudanças principais, pra não ficar um texto longo e chato e pouco interessante. Senão quem vai aguentar ler inteiro, não é?! Sabe, eu tenho dificuldades em diminuir o numero de palavras. Quando eu falo ou escrevo, não consigo parar, o assunto vai tomando outros rumos e quando vejo.... Ok! Ok! Vou resumir...
Relendo os posts antigos pude ver quanta coisa mudou mesmo, quanta coisa foi conquistada. No post "Independência ou fralda!!!" tem uma passagem que digo "Eu me sinto mais do que mãe solteira, me sinto uma mãe adolescente. Não deveria ser assim, já estou quase nos 24, sou nova, mas não tanto. O Doador (assim que minha mãe apelidou o pai da minha filha) não faz falta nenhuma, mas dinheiro faz muita falta. Minha filha vai fazer 2 anos e eu nunca trabalhei fora desde que fiquei grávida. Não por preguiça, mas porque aqui em manaus as creches são muito caras, não achamos nada ideal por menos de mil reais, não valia a pena." Bem, não me sinto mais uma mãe adolescente. Já estou trabalhando e morando sozinha há um pouco mais de um ano. Passei dos 25, já estou mais perto dos 30... E a gordelicia já está quase chegando aos 4 anos de muito brilho cor-de-rosa. A única coisa que não mudou é que o dinheiro continua fazendo falta, fato! (e o Doador continua sendo apenas o doador)...
Outra coisa que relembrei foram as metas que estabeleci:
Primeira meta: passar num concurso maravilhoso, nível médio
Segunda meta: fazer faculdade de direito
Terceira meta: novo concurso, nível superior
Primeira meta cumprida, tudo bem que não é um concurso maravilhoso, mas me ajudou a conquistar minha tão sonhada independência. As outras duas, vamo que vamo, to correndo atrás. Se tivesse uma quarta meta, seria casar, mas eu achava que isso seria impossível... segura a curiosidade no ar!!!!!!!!
Cada dia que passa esse negócio de ser mãe fica mais doido, mais desesperador, mais difícil e mais prazeroso. Por isso eu senti necessidade de voltar a escrever e organizar melhor minhas idéias, vontades e opiniões a respeito dessa loucura toda. Quando estamos entrando na rotina de uma fase, ela muda. Precisamos ser muito ligeiras em degustar cada novidade, pois rapidinho já aparece outra.
Bem, por enquanto é isso.. mas terminado esse post já vou dar inicio a outro. Senti tanta falta de escrever.. Mas ta bom. Já estou de volta.
Vou resumir as mudanças principais, pra não ficar um texto longo e chato e pouco interessante. Senão quem vai aguentar ler inteiro, não é?! Sabe, eu tenho dificuldades em diminuir o numero de palavras. Quando eu falo ou escrevo, não consigo parar, o assunto vai tomando outros rumos e quando vejo.... Ok! Ok! Vou resumir...
Relendo os posts antigos pude ver quanta coisa mudou mesmo, quanta coisa foi conquistada. No post "Independência ou fralda!!!" tem uma passagem que digo "Eu me sinto mais do que mãe solteira, me sinto uma mãe adolescente. Não deveria ser assim, já estou quase nos 24, sou nova, mas não tanto. O Doador (assim que minha mãe apelidou o pai da minha filha) não faz falta nenhuma, mas dinheiro faz muita falta. Minha filha vai fazer 2 anos e eu nunca trabalhei fora desde que fiquei grávida. Não por preguiça, mas porque aqui em manaus as creches são muito caras, não achamos nada ideal por menos de mil reais, não valia a pena." Bem, não me sinto mais uma mãe adolescente. Já estou trabalhando e morando sozinha há um pouco mais de um ano. Passei dos 25, já estou mais perto dos 30... E a gordelicia já está quase chegando aos 4 anos de muito brilho cor-de-rosa. A única coisa que não mudou é que o dinheiro continua fazendo falta, fato! (e o Doador continua sendo apenas o doador)...
Outra coisa que relembrei foram as metas que estabeleci:
Primeira meta: passar num concurso maravilhoso, nível médio
Segunda meta: fazer faculdade de direito
Terceira meta: novo concurso, nível superior
Primeira meta cumprida, tudo bem que não é um concurso maravilhoso, mas me ajudou a conquistar minha tão sonhada independência. As outras duas, vamo que vamo, to correndo atrás. Se tivesse uma quarta meta, seria casar, mas eu achava que isso seria impossível... segura a curiosidade no ar!!!!!!!!
Cada dia que passa esse negócio de ser mãe fica mais doido, mais desesperador, mais difícil e mais prazeroso. Por isso eu senti necessidade de voltar a escrever e organizar melhor minhas idéias, vontades e opiniões a respeito dessa loucura toda. Quando estamos entrando na rotina de uma fase, ela muda. Precisamos ser muito ligeiras em degustar cada novidade, pois rapidinho já aparece outra.
Bem, por enquanto é isso.. mas terminado esse post já vou dar inicio a outro. Senti tanta falta de escrever.. Mas ta bom. Já estou de volta.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Indignada!!!!
Estava lendo um post muito bom no blog www.gravidasolteira.com.br, sobre o album incompleto nas datas festivas. Fiquei muito chateada com o preconceito das pessoas:
"Dizer que o filho é só seu é um pouco egoísta"
"Estão vangloriando o fato de cuidarem sozinhas"
"Implicancia com os pais"
"A mãe do filho do meu namorado não faz o menor esforço para o bebe vir nos visitar"
Me poupe, vai!! A sociedade é muito machista, além de os fdp fazerem o filho e correrem, ainda somos chamadas de egoístas... Bom senso é uma coisa, não precisamos sair contando toda a verdade nua e crua pra criança. Mas também não vou ficar dizendo pra minha filha que o pai dela é o melhor do mundo se ele não faz o minimo esforço nem para ser um pai razoável, diz que "a filha é muito bem cuidada pela mãe e pela avó, não precisa dele". Realmente isso é a mais pura verdade, mas ele vai explicar isso pra ela? Lógico que não!! Porque vai ser pra mim que ela vai perguntar onde está o pai.
É obvio que eu queria que minha filha tivesse o melhor pai do mundo, mas se ele não quer ser o que eu posso fazer?? Não tenho feridas pelo que ele me fez, afinal ele realmente não me fez nada.. O que me dói é o que ele não fez pela nossa filha. Foi conhece-la quando ela ja tinha 1 ano e 5 meses, e porque eu me dispus a ir até lá, ele não fez a menor questão de vir até aqui. Pergunta pra mim quantas vezes ele ligou depois que estivemos na casa dele. Nenhuma, falou umas 3 vezes com ela pela web e depois nunca mais.
Fico muito triste em ver algumas mulheres machistas, porque elas nos julgam apenas até serem largadas grávidas também... não desejo isso pra ninguém.
Revolta relatada. Quero encerrar dizendo que apesar disso estou muito feliz em ter minha gordinha, se ela tiver que ter um pai legal ela vai ter o dia que Deus colocar um na nossa vida, senão vamos continuar felizes sendo o trio de guerreiras, eu, ela e minha mãe.
"Dizer que o filho é só seu é um pouco egoísta"
"Estão vangloriando o fato de cuidarem sozinhas"
"Implicancia com os pais"
"A mãe do filho do meu namorado não faz o menor esforço para o bebe vir nos visitar"
Me poupe, vai!! A sociedade é muito machista, além de os fdp fazerem o filho e correrem, ainda somos chamadas de egoístas... Bom senso é uma coisa, não precisamos sair contando toda a verdade nua e crua pra criança. Mas também não vou ficar dizendo pra minha filha que o pai dela é o melhor do mundo se ele não faz o minimo esforço nem para ser um pai razoável, diz que "a filha é muito bem cuidada pela mãe e pela avó, não precisa dele". Realmente isso é a mais pura verdade, mas ele vai explicar isso pra ela? Lógico que não!! Porque vai ser pra mim que ela vai perguntar onde está o pai.
É obvio que eu queria que minha filha tivesse o melhor pai do mundo, mas se ele não quer ser o que eu posso fazer?? Não tenho feridas pelo que ele me fez, afinal ele realmente não me fez nada.. O que me dói é o que ele não fez pela nossa filha. Foi conhece-la quando ela ja tinha 1 ano e 5 meses, e porque eu me dispus a ir até lá, ele não fez a menor questão de vir até aqui. Pergunta pra mim quantas vezes ele ligou depois que estivemos na casa dele. Nenhuma, falou umas 3 vezes com ela pela web e depois nunca mais.
Fico muito triste em ver algumas mulheres machistas, porque elas nos julgam apenas até serem largadas grávidas também... não desejo isso pra ninguém.
Revolta relatada. Quero encerrar dizendo que apesar disso estou muito feliz em ter minha gordinha, se ela tiver que ter um pai legal ela vai ter o dia que Deus colocar um na nossa vida, senão vamos continuar felizes sendo o trio de guerreiras, eu, ela e minha mãe.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Independência ou fralda!!!
Ontem fiz a prova do concurso do TRT. Estava horrorosa a prova, dificílima. Saí com a sensação de que não foi dessa vez. Vou continuar estudando, com um pequeno alívio de que nem tudo está perdido, pois continuo aguardando a convocação do outro concurso. Mas eu queria este, porque o salario do outro só servirá para a escola da minha gordinha, não sobrará nada. Estou com aquela sensação de que vai demorar um pouco mais para eu conquistar a tão sonhada independência.
Estava aqui lendo outros blogs de mães solteiras, admirando-as por cuidarem sozinhas de seus bebês. Acho que o preconceito me atinge com um pequeno ponto agravante: dependo de minha mãe. Ser mãe solteira tem lá sua beleza. Mãe já é guerreira pelo simples fato de ser mãe, mas mãe solteira batalha por dois. Para os mais sensíveis, como Tom Zé, a condição de mãe solteira chega a ser inspiradora.
Eu me sinto mais do que mãe solteira, me sinto uma mãe adolescente. Não deveria ser assim, ja estou quase nos 24, sou nova, mas não tanto. O Doador (assim que minha mãe apelidou o pai da minha filha) não faz falta nenhuma, mas dinheiro faz muita falta. Minha filha vai fazer 2 anos e eu nunca trabalhei fora desde que fiquei grávida. Não por preguiça, mas porque aqui em manaus as creches são muito caras, não achamos nada ideal por menos de mil reais, não valia a pena.
Eu tinha o desejo de cria-la 24h por dia nos primeiros 2 anos, uma opnião pessoal. Entendo que para mães como nós isso é praticamente impossível. É aí que meu drama vira uma dádiva. Graças ao bom Deus eu tenho minha mãe, que apesar das brigas feias, me apoiou e jamais me cobrou o fato de eu não trabalhar. Sempre esteve ao meu lado, lógico que me questionando quando isso iria acontecer, mas sempre visando o nosso bem. Enfim, meu prazo terminou.
Cheguei a conclusão de que a única solução seria concurso público, pois não concluí nenhuma das faculdades que comecei. Qualquer outro emprego não daria a renda necessária nem para manter minha filha em uma escola boa.
Primeira meta: passar num concurso maravilhoso, nivel médio
Segunda meta: fazer faculdade de direito
Terceira meta: novo concurso, nivel superior
No dia que estabeleci essas metas passei a me sentir um pouco menos vazia, no sentindo de dar um rumo a minha vida. Antes eu não via caminho nenhum, agora já estou percorrendo o caminho certo.
Olho pra traz e vejo que não perdi tempo nenhum, percebi que esses dois anos me dedicando exclusivamente para minha filha, foi um presente Divino, intermediado pelo meu anjo em terra, minha mãe. Consigo perceber que tudo se encaixa. Tinha que ser assim.
Por isso, digo à todas as mamães solteiras como eu, calma que tudo se encaixa, o importande é manter o foco: O que está sob meu controle neste momento? Mantendo a calma e tendo sabedoria para responder esta pergunta, o que pode dar errado?
Aaa o Doador nessa história toda? Foi apenas o doador, não tem servido pra mais nada.
Estava aqui lendo outros blogs de mães solteiras, admirando-as por cuidarem sozinhas de seus bebês. Acho que o preconceito me atinge com um pequeno ponto agravante: dependo de minha mãe. Ser mãe solteira tem lá sua beleza. Mãe já é guerreira pelo simples fato de ser mãe, mas mãe solteira batalha por dois. Para os mais sensíveis, como Tom Zé, a condição de mãe solteira chega a ser inspiradora.
Eu me sinto mais do que mãe solteira, me sinto uma mãe adolescente. Não deveria ser assim, ja estou quase nos 24, sou nova, mas não tanto. O Doador (assim que minha mãe apelidou o pai da minha filha) não faz falta nenhuma, mas dinheiro faz muita falta. Minha filha vai fazer 2 anos e eu nunca trabalhei fora desde que fiquei grávida. Não por preguiça, mas porque aqui em manaus as creches são muito caras, não achamos nada ideal por menos de mil reais, não valia a pena.
Eu tinha o desejo de cria-la 24h por dia nos primeiros 2 anos, uma opnião pessoal. Entendo que para mães como nós isso é praticamente impossível. É aí que meu drama vira uma dádiva. Graças ao bom Deus eu tenho minha mãe, que apesar das brigas feias, me apoiou e jamais me cobrou o fato de eu não trabalhar. Sempre esteve ao meu lado, lógico que me questionando quando isso iria acontecer, mas sempre visando o nosso bem. Enfim, meu prazo terminou.
Cheguei a conclusão de que a única solução seria concurso público, pois não concluí nenhuma das faculdades que comecei. Qualquer outro emprego não daria a renda necessária nem para manter minha filha em uma escola boa.
Primeira meta: passar num concurso maravilhoso, nivel médio
Segunda meta: fazer faculdade de direito
Terceira meta: novo concurso, nivel superior
No dia que estabeleci essas metas passei a me sentir um pouco menos vazia, no sentindo de dar um rumo a minha vida. Antes eu não via caminho nenhum, agora já estou percorrendo o caminho certo.
Olho pra traz e vejo que não perdi tempo nenhum, percebi que esses dois anos me dedicando exclusivamente para minha filha, foi um presente Divino, intermediado pelo meu anjo em terra, minha mãe. Consigo perceber que tudo se encaixa. Tinha que ser assim.
Por isso, digo à todas as mamães solteiras como eu, calma que tudo se encaixa, o importande é manter o foco: O que está sob meu controle neste momento? Mantendo a calma e tendo sabedoria para responder esta pergunta, o que pode dar errado?
Aaa o Doador nessa história toda? Foi apenas o doador, não tem servido pra mais nada.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Nem tudo são flores...
O ano começou e parece que dei um passo pra trás. Fugindo um pouco do assunto devo de dizer que, infelizmente, aqui em manaus temos um grave problema com empregadas domésticas: ou elas fazem o que querem, ou simplismente vão embora... A última, conhecida nossa ha anos, na primeira vez que foi chamada atenção por faltar pelo menos uma vez por semana e chegar todos os dias depois das 10h, repito na primeira vez que foi chamada a atenção ela disse que tinha compromissos e se não fosse assim então melhor ir embora. E aí sobra pra quem?? Pra mim, lógico, tenho mais que a obrigação de cuidar da casa ja que moro aqui e nao ajudo com nenhum centavo.
Não é um bicho de sete cabeças, um apartamento normal, com bagunças normais de uma casa com criança... mas estou aqui criando coragem de continuar as tarefas, sentindo uma necessidade incontrolável de compartilhar esse desconfortável sentimento que toma conta de mim. A Leona Valentina acaba de dormir, e começo a fazer as coisas pensando que tenho muita coisa pra estudar pois minha prova é domingo, pensando que se não estiver arrumado ate a hora de minha voltar vai ter briga feia. Fico triste, pois é trabalho chato, desvalorizado por quem não te ve trabalhando e nao vai me levar a lugar nenhum... Quem é dona de casa sabe bem do que estou falando.
Mas graças a Deus é passageiro, só esse mês e termina, logo estarei trabalhando fora e esse sentimento vai passar.
Tenho certeza que muitas mães solteiras também se sentem frustradas por não ter a independência necessária para fazer tudo "do seu jeito", aquele sentimento horroroso de culpa que se mistura com gratidão, aquela vontade de dizer "eu pago as minhas contas e sustendo meu bebe". Sabemos muito muito bem que sem a pessoa que nos ajuda (na grande maioria das vezes nossa mãe) estariamos completamente perdidas, reconhecemos e somos, sim, muitíssimo gratas, mas com uma pitada de culpa temos um forte desejo de que essa dependência acabe logo, e que possamos voltar pro calor do colo da mamãe simplesmente porque sentimos falta, por puro amor, nenhum outro motivo.
Bem, desabafo feito, a casa me espera, vou ligar uma musiquinha e recomeçar.
Beijos
Não é um bicho de sete cabeças, um apartamento normal, com bagunças normais de uma casa com criança... mas estou aqui criando coragem de continuar as tarefas, sentindo uma necessidade incontrolável de compartilhar esse desconfortável sentimento que toma conta de mim. A Leona Valentina acaba de dormir, e começo a fazer as coisas pensando que tenho muita coisa pra estudar pois minha prova é domingo, pensando que se não estiver arrumado ate a hora de minha voltar vai ter briga feia. Fico triste, pois é trabalho chato, desvalorizado por quem não te ve trabalhando e nao vai me levar a lugar nenhum... Quem é dona de casa sabe bem do que estou falando.
Mas graças a Deus é passageiro, só esse mês e termina, logo estarei trabalhando fora e esse sentimento vai passar.
Tenho certeza que muitas mães solteiras também se sentem frustradas por não ter a independência necessária para fazer tudo "do seu jeito", aquele sentimento horroroso de culpa que se mistura com gratidão, aquela vontade de dizer "eu pago as minhas contas e sustendo meu bebe". Sabemos muito muito bem que sem a pessoa que nos ajuda (na grande maioria das vezes nossa mãe) estariamos completamente perdidas, reconhecemos e somos, sim, muitíssimo gratas, mas com uma pitada de culpa temos um forte desejo de que essa dependência acabe logo, e que possamos voltar pro calor do colo da mamãe simplesmente porque sentimos falta, por puro amor, nenhum outro motivo.
Bem, desabafo feito, a casa me espera, vou ligar uma musiquinha e recomeçar.
Beijos
sábado, 31 de dezembro de 2011
Tchau 2011!!!
Ja nas ultimas 24 horas do ultimo dia do ano penso em todos os planos que tinha feito para 2011. Pelo menos um deles eu cumpri: criei um blog! Uhul! A maioria não consegui realizar, não emagreci (engordei), não encontrei nenhum namorado, tudo bem que eu nem procurei, mas ficou a promessa por cumprir, não tive nenhuma idéia genial para trabalhar em casa sem sair de perto da minha gordinha, não saí de casa e não conquistei minha independência. Mas conquistei coisas que não estava esperando, fiz novas amigas, passei em um concurso público e estou aguardando a convocação, minha filha conheceu o pai pessoalmente e voltei a falar com o meu próprio pai, sobrevivi tranquilamente a mais um ano sem um homem do lado e cheguei a conclusão satisfatória de que nao faz falta nenhuma. Mas o melhor de tudo foi que tracei metas e hoje tenho certeza do que eu quero, e a partir desse momento obtive a motivação que precisava pra sair do lugar.
Estava cansada de patinar e continuar no mesmo lugar. Foi um ano melhor que 2010 no geral, pude olhar pra mim e me redescobrir, continuo fazendo isso diariamente. Pude perceber que a mudança só depende de mim. Olho pra minha filha, com 1 ano e 10 meses, já fala tudo, por favor, dá licença, obrigada, estamos trabalhando pra que em breve não precise mais de fraldas, já sabe as vogais, ja conta até 10 e até identifica os números de 0 a 9, canta musiquinhas, dança, olho pra ela e me pergunto: quanto disso é só dela e quanto fomos nós que ensinamos? Sinto que apesar da minha condição, estou dando o meu melhor como mãe. Sei que muita gente não nota alguns pequenos "sacrificios" e também não sabem dos grandes sapos que tenho que engolir, mas eu sei. Também sei que tem gente me achando egoísta por ser protetora demais em alguns momentos, mas eu não me importo, porque eu sei, nós sabemos que esses tesouros são tudo que importa na nossa vida.
Estou satisfeita com o fim desse ano, poderia ter feito melhor, mas quando penso nos anos anteriores vejo que fiz muitos progressos. Que venha 2012, farei uma nova dieta, passarei em um concurso melhor, passarei também no vestibular que desejo, mas não quero namorado nenhum, não terei tempo pra perder com isso.
Sei que as coisas estão melhorando sem parar, sei que é por merecimento, apesar de ter um probleminha que me perturba muito. Me orgulho da mãe que sou, e ano que vem serei melhor ainda. Venha 2012, e traga tudo que merecemos!!!
Feliz 2012 a todos!!!!
Estava cansada de patinar e continuar no mesmo lugar. Foi um ano melhor que 2010 no geral, pude olhar pra mim e me redescobrir, continuo fazendo isso diariamente. Pude perceber que a mudança só depende de mim. Olho pra minha filha, com 1 ano e 10 meses, já fala tudo, por favor, dá licença, obrigada, estamos trabalhando pra que em breve não precise mais de fraldas, já sabe as vogais, ja conta até 10 e até identifica os números de 0 a 9, canta musiquinhas, dança, olho pra ela e me pergunto: quanto disso é só dela e quanto fomos nós que ensinamos? Sinto que apesar da minha condição, estou dando o meu melhor como mãe. Sei que muita gente não nota alguns pequenos "sacrificios" e também não sabem dos grandes sapos que tenho que engolir, mas eu sei. Também sei que tem gente me achando egoísta por ser protetora demais em alguns momentos, mas eu não me importo, porque eu sei, nós sabemos que esses tesouros são tudo que importa na nossa vida.
Estou satisfeita com o fim desse ano, poderia ter feito melhor, mas quando penso nos anos anteriores vejo que fiz muitos progressos. Que venha 2012, farei uma nova dieta, passarei em um concurso melhor, passarei também no vestibular que desejo, mas não quero namorado nenhum, não terei tempo pra perder com isso.
Sei que as coisas estão melhorando sem parar, sei que é por merecimento, apesar de ter um probleminha que me perturba muito. Me orgulho da mãe que sou, e ano que vem serei melhor ainda. Venha 2012, e traga tudo que merecemos!!!
Feliz 2012 a todos!!!!
domingo, 18 de dezembro de 2011
Sem tempo!!!
Não abandonei o blog, apenas estou me dedicando aos estudos com muita intensidade. Quero passar o quanto antes em algum concurso que valha a pena. Por enquanto essa é minha meta principal, e só mudará depois de alcançada. Não estou escrevendo tanto quanto eu gostaria, mas essa é apenas uma das renuncias que preciso fazer para alcançar minha meta. Ano que vem, já aprovada em um exelente concurso, passarei a divulgar melhor meu blog e escrever com frequencia regular.
Ainda este ano pretendo preparar um texto bem bonito para encerrar 2011.
Beijinhos
Ainda este ano pretendo preparar um texto bem bonito para encerrar 2011.
Beijinhos
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