E agora?!?! As dúvidas vêm com força total, os medos e as incertezas. Mas algo é certo: o amor por esse pinguinho de gente fará tudo valer a pena! Aqui poderemos refletir muito sobre todos as características frequêntes da vida de mãe solteira, e mais...
segunda-feira, 23 de junho de 2014
A filhA perfeita!! Parte 2: Feminilidade
Escolho que roupa vou vestir
Escolho que corpo vou vestir
Não vejo diferença entre uma tatuagem e uma maquiagem no rosto, alias, maquiagem sai. Não vejo diferença entre piercing e brinco na orelha. Não vejo diferença entre usar uma calça larga ou uma saia rodada. Desde que a pessoa se sinta à vontade.
As pobres coitadas princesas da Disney, além de injustamente humilhadas por suas madrastas, ainda sofrem críticas cruéis de feministas que as chamam de burras e superficiais. Veja bem, elas são perfeitas, treinadas para cuidar impecavelmente de um palácio, usam vestidos femininos lindíssimos, são doces, meigas e delicadas. Ok, isso não deve ser uma regra, nem precisa ser obrigatoriamente ídolos das meninas. Mas e se for? Segundo as regras de liberdade (sim, regras de liberdade soa bem contraditório) se os menininhos gostarem de princesas não devem ser reprimidos. Concordo!! Mas se uma menininha, com a mamãe totalmente "mente aberta", ama de paixão princesas, palácios, vestidos rodados e todas as jóias de plástico barato dignos de uma princesinha de 4 anos, seria correto reprimir?? Por quê?
Cabe a mim, enquanto mãe, apresentar as opções. Temos shorts, calça jeans, tênis lindos, mas a princesinha insiste em usar saia, quanto mais rodada melhor. Sua cor favorita é ROSA!! Sim, rosa de todos os tons. Trocou suas chupetas por maquiagens de criança. Adora estar cheirosa, come feijão para que os cabelos cresçam como os da Rapunzel. Deus o livre tocar no assunto "cortar as pontinhas", suas madeixas nunca viram uma tesoura. Fico pensando se não seria uma agressão proibir apenas porque ela segue um "padrão imposto pela sociedade".
Já ouvi milhares de vezes: isso é influência de casa. Acompanhado de olhares reprovativos. Acreditem, eu fui uma adolescente que sonhava com a filha vestindo coturno tamanho mini, braceletes de couro preto, um estilo totalmente rock'n roll. Sou uma mamãe apaixonada por tatuagens (apesar de não ter nenhuma, ainda) e piercings. Pense qual foi a minha cara quando vi minha filha com nojo de um piercing na língua, desesperada, tremendo, perguntando com muito pesar "como você vai comer agora????". A carinha de decepção dela quando eu afirmei que era normal e que eu mesma já tinha usado alguns. Eu caí na gargalhada apenas.
Por mais que exista um padrão imposto, regras de como uma moça deve se vestir, do que deve gostar, como deve ser delicada, que culpa tem minha filha se ela GOSTA desse padrão? Como eu já disse, as opções são apresentadas a ela e estão ao seu alcance. Mas me recuso a reprimi-la por eu acreditar na liberdade de escolha e achar que se uma menina quer gostar de azul e usar tênis, que assim seja. Realmente não faz sentido pra mim. E se ela fosse menino e tivesse exatamente os mesmos gostos, também seria prontamente atendida.
Não vejo nada errado com a liberdade de escolha, mesmo que a escolha seja seguir um padrão. Ela gosta de ser feminina. Tem paixão por maquiagem, usa pra brincar e quando cabe a brincadeira na rua sai pintada. Suas unhas vez ou outra estão pintadas. Temos até uma sandalhinha de salto que aposentamos por fazer calo. A ideia era brincar em casa. Temos as fantasias de Branca de Neve, Rapunzel, Cinderela, Fada tem pelo menos umas três, espanhola cheia de babados e franjas (que ela ta usando nesse exato momento). Por mim ela poderia sair com suas fantasias pra onde quisesse, e quando não é um evento formal ela sai mesmo, para os momentos formais temos uma coleção de vestidos longos e rodados. Estou juntando uma grana para mandar fazer varias saias rodadas pra usar em casa, dá trabalho convence-la a usar um shorts.
Não vou jamais proibir que ela fuja dos padrões. Assim como jamais vou proibir que siga o padrão que lhe agradar. Quem escolhe o que vestir é ela. Sim, a mamãe não segue um padrão quando não quer. Sim a mamãe tem a mente aberta. Sim, a mamãe respeita suas escolhas. Sim, a mamãe adora ver crianças autênticas. Sim, a mamãe tem uma filha autêntica que segue um padrão independente dos gostos da mamãe. Sim, a mamãe se orgulha dela, e sabe que a inteligência da princesinha é muito maior e sua personalidade é muito forte para se incomodar com criticas sobre seu estilo, seja ele qual for. Sim, minha filhA é totalmente feminina porque ela GOSTA.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
A filhA perfeita!! Parte 1
Sou mãe solteira! Tenho uma filhA! Não sei se casando esse status de mãe solteira muda, nem quero saber, o fato é que eu tive minha filha sozinha (quem me dera eu tivesse feito sozinha também). Sinceramente, em nenhum momento eu senti falta de um homem pra me ajudar no dia a dia. Talvez eu até tenha sentido essa falta, mas não demorei a me conformar, bastou ouvir os relatos de minhas amigas casadas: "Ele não ajuda em nada, até atrapalha!; Ele não sabe trocar uma fralda.; Só eu que levanto a noite, o bonito fica dormindo." Ter um homem em casa só pra eu constatar como ele trabalha menos que eu? Não, eu não queria isso. Mas o meu lado mulher era, sim, carente e sonhador. Claro que eu sonhava em conhecer alguém que amasse minha filha, que me amasse, que proporcionasse estabilidade na nossa vida. Mas verdade seja dita, isso é um bônus (há quem diga que nem isso), não uma necessidade.
Vamos lá, hoje o post mistura o machismo, feminismo e o desafio de criar meninas (sobre criar meninos eu ainda não tenho uma opinião formada, pois não tenho um filhO).
Outro dia eu concordei que as feministas andavam muito... digamos... chatinhas. Eu achei, acho ainda, algumas coisas um pouco absurdas, algumas frases levantadas em cartaz, na Marcha das Vadias, um tanto quanto sem sentido e irritantes. Mas como eu sempre gosto de ler e pesquisar antes de falar, eu descobri que alguns pontos, defendidos por elas, fazem muito sentido. Logo comecei a pensar na maneira como crio a minha filha e, claro, lembrar de como meus próprios pensamentos eram quando eu era criança. Como os pontos são muitos e são complexos, vou dar minha opinião em partes. São elas: Feminilidade; Brinquedos de menina x menino; Romance; Cultura do estupro; Liberdade x Precaução; O homem no meio disso tudo.
Apenas quero expor a minha opinião. Sinto a necessidade de escrever sobre o assunto, até mesmo pra organizar meus pensamentos. Não quero que minha filha cresça sentindo que só será completa se tiver um homem do seu lado. Ao mesmo tempo não quero que desvalorize o casamento. Quero que ela seja feminina e ela gosta de ser, mas não quero que seja escrava da ditadura da beleza. Quero que ela se sinta a vontade sendo linda como ela é, mas não quero que se sinta na obrigação de levantar uma bandeira a todo momento pra se reafirmar bela, isso se ela fugir dos padrões de beleza impostos, porque se ela se encaixar também não quero que se sinta superior a ninguém, muito menos culpada por ser "bonita demais". Quero que seja inteligente (já é) e estudiosa, que faça uma faculdade (ou mais), que goste de estudar ou pelo menos seja responsável o suficiente pra estudar quando precisa, mas que saiba cuidar da sua própria casa e se virar sozinha. Quero que seja livre, mas que saiba o limite entre liberdade e exposição desnecessária.
Como chegar a esse equilíbrio?? É sobre isso que quero refletir nos próximos posts!!
Vamos lá, hoje o post mistura o machismo, feminismo e o desafio de criar meninas (sobre criar meninos eu ainda não tenho uma opinião formada, pois não tenho um filhO).
Outro dia eu concordei que as feministas andavam muito... digamos... chatinhas. Eu achei, acho ainda, algumas coisas um pouco absurdas, algumas frases levantadas em cartaz, na Marcha das Vadias, um tanto quanto sem sentido e irritantes. Mas como eu sempre gosto de ler e pesquisar antes de falar, eu descobri que alguns pontos, defendidos por elas, fazem muito sentido. Logo comecei a pensar na maneira como crio a minha filha e, claro, lembrar de como meus próprios pensamentos eram quando eu era criança. Como os pontos são muitos e são complexos, vou dar minha opinião em partes. São elas: Feminilidade; Brinquedos de menina x menino; Romance; Cultura do estupro; Liberdade x Precaução; O homem no meio disso tudo.
Apenas quero expor a minha opinião. Sinto a necessidade de escrever sobre o assunto, até mesmo pra organizar meus pensamentos. Não quero que minha filha cresça sentindo que só será completa se tiver um homem do seu lado. Ao mesmo tempo não quero que desvalorize o casamento. Quero que ela seja feminina e ela gosta de ser, mas não quero que seja escrava da ditadura da beleza. Quero que ela se sinta a vontade sendo linda como ela é, mas não quero que se sinta na obrigação de levantar uma bandeira a todo momento pra se reafirmar bela, isso se ela fugir dos padrões de beleza impostos, porque se ela se encaixar também não quero que se sinta superior a ninguém, muito menos culpada por ser "bonita demais". Quero que seja inteligente (já é) e estudiosa, que faça uma faculdade (ou mais), que goste de estudar ou pelo menos seja responsável o suficiente pra estudar quando precisa, mas que saiba cuidar da sua própria casa e se virar sozinha. Quero que seja livre, mas que saiba o limite entre liberdade e exposição desnecessária.
Como chegar a esse equilíbrio?? É sobre isso que quero refletir nos próximos posts!!
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Pirâmide de Pecinhas...
Outro dia assisti um video de um menino fazendo uma pirâmide, nem sei o que era, eram umas peças. A pirâmide era maior que ele. Ele montava com todo cuidado do mundo. De repente, uma peça no meio dela, provavelmente menos de 1mm mal colocada, se soltou e toda a obra do garoto foi pro chão em um pouco mais de 3 segundos. O video tornou-se viral. Mas se ele tivesse conseguido concluir (como deve ter feito em outra tentativa) poucos se interessariam. O ser humano é desse jeito, gosta mesmo é de ver a coisa toda desmoronando, aposto que enquanto ele montava, muitos esperavam ansiosos por esse momento, muitos avisaram que não daria certo... Assim acontece pra tudo.
Hoje teve reunião escolar na escola da Leona. A pérola do dia foi da diretora "piolhos transmitem HIV!!" Bem, depois desse susto, fui ler o parecer bimestral. Tudo normal. A Leona passou por um período de instabilidade emocional, alunos novos entraram na turma, professora se descontrolou e Leona se assustou, não quis mais ir pra escola durante quase um mês. Também estamos passando por mudanças em casa, estou tentando a Educação Positiva. Apesar das mudanças serem pra melhor, sempre causa uma certa confusão inicial e tem um período de adaptação. Também teve a inclusão de um novo membro na família, meu namoradoquasenoivoembrevemarido. O fato é que ela estava diferente, mas passou, ela está melhor do que antes. Fui conversar com a professora que já sabia da estrutura familiar em que ela tem. Sabe o que ela disse?? "Mãezinha, fica de olho nela, nessa instabilidade emocional. Pela condição dela vez ou outra ela vai surtar um pouco." Ok, até aí tudo bem, ela presenciou uma mudança de comportamento recente. Amigavelmente eu respondi "Por ela não ter pai, professora? Ah tah, mas está tranquilo... esses dias foram muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Quanto ao pai dela, ela é muito bem resolvida. Ela sabe que tem pai, sabe quem é, pra ela basta, é impressionante!" Ela insistiu "Mas, mãe, ela sabe, mas uma hora ela vai apresentar problemas." Eu ainda paciente também insisti "Não acho, professora! Ela vai fazer muitas perguntas, disso eu sei.. mas com tudo que aconteceu, depois que se intrometeram na vida particular dela, passamos a falar abertamente sobre o assunto. Eu estou surpresa, eu não sabia que ela era tão bem resolvida com a história de vida dela. Ela não tem carência masculina. Ainda que aceite ter mais de um pai, ela sabe bem quem é o dela" (diga-se de passagem, mérito nenhum do Doador, é a maturidade pura e exclusiva dela)... Mas a professora insistiu "Mas ela ainda vai apresentar desequilíbrio emocional e carência masculina!" Eu..... "Duvido, professora, até lá, a presença de uma figura paterna já vai estar bem definida na cabecinha dela. Apenas aguardo as perguntas, não acho que ela vai dar 'problema'!" "Mãe, a gente já teve alunos sem pai, sempre dão problema!!" Foi aí que eu preferi não discutir mais... Porque ela deveria apresentar um desequilíbrio emocional?? Será possível que eu não posso tratar do assunto com ela de forma saudável? De forma que ela não tenha tantas dúvidas assim? Será que eu posso ensinar pra minha filha que existe inúmeras formas diferentes de organização familiar? Será que ela pode entender isso de forma madura sem que apresente problemas? Será que é errado acertar??
Entendo que a intenção dela foi boa, mas estava insistindo muito para a pirâmide de peças desmoronar... Poxa... Mas NÃO VAI!!!!!!
Hoje teve reunião escolar na escola da Leona. A pérola do dia foi da diretora "piolhos transmitem HIV!!" Bem, depois desse susto, fui ler o parecer bimestral. Tudo normal. A Leona passou por um período de instabilidade emocional, alunos novos entraram na turma, professora se descontrolou e Leona se assustou, não quis mais ir pra escola durante quase um mês. Também estamos passando por mudanças em casa, estou tentando a Educação Positiva. Apesar das mudanças serem pra melhor, sempre causa uma certa confusão inicial e tem um período de adaptação. Também teve a inclusão de um novo membro na família, meu namoradoquasenoivoembrevemarido. O fato é que ela estava diferente, mas passou, ela está melhor do que antes. Fui conversar com a professora que já sabia da estrutura familiar em que ela tem. Sabe o que ela disse?? "Mãezinha, fica de olho nela, nessa instabilidade emocional. Pela condição dela vez ou outra ela vai surtar um pouco." Ok, até aí tudo bem, ela presenciou uma mudança de comportamento recente. Amigavelmente eu respondi "Por ela não ter pai, professora? Ah tah, mas está tranquilo... esses dias foram muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Quanto ao pai dela, ela é muito bem resolvida. Ela sabe que tem pai, sabe quem é, pra ela basta, é impressionante!" Ela insistiu "Mas, mãe, ela sabe, mas uma hora ela vai apresentar problemas." Eu ainda paciente também insisti "Não acho, professora! Ela vai fazer muitas perguntas, disso eu sei.. mas com tudo que aconteceu, depois que se intrometeram na vida particular dela, passamos a falar abertamente sobre o assunto. Eu estou surpresa, eu não sabia que ela era tão bem resolvida com a história de vida dela. Ela não tem carência masculina. Ainda que aceite ter mais de um pai, ela sabe bem quem é o dela" (diga-se de passagem, mérito nenhum do Doador, é a maturidade pura e exclusiva dela)... Mas a professora insistiu "Mas ela ainda vai apresentar desequilíbrio emocional e carência masculina!" Eu..... "Duvido, professora, até lá, a presença de uma figura paterna já vai estar bem definida na cabecinha dela. Apenas aguardo as perguntas, não acho que ela vai dar 'problema'!" "Mãe, a gente já teve alunos sem pai, sempre dão problema!!" Foi aí que eu preferi não discutir mais... Porque ela deveria apresentar um desequilíbrio emocional?? Será possível que eu não posso tratar do assunto com ela de forma saudável? De forma que ela não tenha tantas dúvidas assim? Será que eu posso ensinar pra minha filha que existe inúmeras formas diferentes de organização familiar? Será que ela pode entender isso de forma madura sem que apresente problemas? Será que é errado acertar??
Entendo que a intenção dela foi boa, mas estava insistindo muito para a pirâmide de peças desmoronar... Poxa... Mas NÃO VAI!!!!!!
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Será que o ano está pulando dias impares??
Em uma bela noite você coloca seu neném pra dormir. Na manhã seguinte ela vira com um olhar adolescente e fala "Mãe, eu não quero assistir Galinha Pintadinha!! Eu só quero assistir Monster High!!" CADE O MEU BEBÊ?!?!?!?!? Onde eu estava que não vi sua careca criar lindos cachos dourados? O que aconteceu com os papatinhos tamanho 14?? Um sapato amarelo de bolinhas pretas tamanho 26?? Com uma bolsa da mesma estampa, muito mais moderna que a minha?? Em que planeta eu estava?? Pra onde levaram aqueles 10kg de carne cor-de-rosa com apenas 4 dentes?? Cadê as chupetas?? Cadê as mamadeiras??
Eu estava ali!!! Eu vi, mas foi tão rápido que tenho medo de perder um sorriso sequer... São pequenos detalhes, pequenas gigantescas conquistas, o prazer de aproveitar é imenso, mas se olhamos pra trás podemos ver que passou depressa demais. O que assusta é que continua passando. Como diria nosso Cazuza, o tempo não pára...
Enquanto estamos grávidas o relógio é preguiçoso, o tempo se arrasta sem se importar com a nossa ansiedade de sofr... digo, de ver a carinha do anjinho que carregamos. Passamos horas com uma roupinha nos braços, imaginando aquele corpinho preenchendo aquele pedaço tão pequeno de tecido. Nos deliciamos em compras. Nos achamos lindas. Até hoje não descobri nenhuma sensação mais prazerosa do que um chutinho na barriga (tirando a parte que minha filha não queria saber se o espaço era pequeno, ela se esticava e quase arrancava uma costela minha com um ponta-pé).
Depois nasce e mal temos tempo pra pensar em qualquer coisa. Nos sentimos uma vaca leiteira quando estamos acordadas e a Bela (sqn) Adormecida quando deitamos na cama. Mas passado os primeiros momentos, todas nós ficamos imaginando como será aquele neném quando ficar maiorzinho, qual será a primeira palavra, como vai ser seu jeitinho de engatinhar, que comida vai gostar mais.. tudo isso.
"Ela já estica a mão pra pegar objetos!! Onde está meu bebê??" Sim, eu disse isso. "Já anda!! Já anda para trás até chegar bem pertinho da beira da cama e tem ataques de gargalhadas com meu desespero!! Não é mais bebê..." Um dia ela aponta para o céu e diz "passs", no outro dia "passss inho", quando vi já dizia "passalinho" e de repente "passarrRRrrinho" com muita ênfase no R que orgulhosa já tinha aprendido a pronunciar.
Demorou para chamar "mamãe" era apenas um "SachÁ" quando tinha fome. De repente "mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe!!!!!" "Por favor filha, me chama de Sacha!!!"
Mal aprendeu a formar frases e já estava nos deixando de cabelo em pé com colocações impressionantes. "Te amo muito, muito, muito!! 2 te amo!!" Ela já sabia que 2 era mais do que 1. Um dia perguntei se me amava grandão, ela respondeu que me amava pequenininho, fingi ficar triste, ela disse "mamãe é grande. Dadi é grande, eu sou pequenininha", claro, eu a amo grandão porque sou grande, ela amava pequenininho porque era pequenininha...
Aos dois anos parou de chorar para não borrar sua maquiagem de caipira. Em outra ocasião, passou um batom de brinquedo e não aceitou a chupeta para não borrar o seu batom.
Agora só quer usar saia e vestido.. e tem que ser rodado. Tem uma coleção de coroas. Tem até príncipe!!!! Ai de quem chamar ela de bebê!! Ela briga, grita, não aceita!!! Trocou suas chupetas por maquiagem, ao mesmo tempo as mamadeiras não lhe agradaram mais. Fralda?? Moça não usa fralda... Come feijão para ver seus cabelos compridos, e como ama seus lindos cachos. Dança como uma bailarina, canta. Uma princesa nata!!!
E eu babo.... babo.... babo..... Sinto saudades daquele nenezinho carequinha e pesado igual chumbo. Mas me orgulho tanto da menina linda que Deus me deu pra criar!!! Eu só acho que o ano está acontecendo nos dias pares.... ta passando rápido demaissssssssss
Eu estava ali!!! Eu vi, mas foi tão rápido que tenho medo de perder um sorriso sequer... São pequenos detalhes, pequenas gigantescas conquistas, o prazer de aproveitar é imenso, mas se olhamos pra trás podemos ver que passou depressa demais. O que assusta é que continua passando. Como diria nosso Cazuza, o tempo não pára...
Enquanto estamos grávidas o relógio é preguiçoso, o tempo se arrasta sem se importar com a nossa ansiedade de sofr... digo, de ver a carinha do anjinho que carregamos. Passamos horas com uma roupinha nos braços, imaginando aquele corpinho preenchendo aquele pedaço tão pequeno de tecido. Nos deliciamos em compras. Nos achamos lindas. Até hoje não descobri nenhuma sensação mais prazerosa do que um chutinho na barriga (tirando a parte que minha filha não queria saber se o espaço era pequeno, ela se esticava e quase arrancava uma costela minha com um ponta-pé).
Depois nasce e mal temos tempo pra pensar em qualquer coisa. Nos sentimos uma vaca leiteira quando estamos acordadas e a Bela (sqn) Adormecida quando deitamos na cama. Mas passado os primeiros momentos, todas nós ficamos imaginando como será aquele neném quando ficar maiorzinho, qual será a primeira palavra, como vai ser seu jeitinho de engatinhar, que comida vai gostar mais.. tudo isso.
"Ela já estica a mão pra pegar objetos!! Onde está meu bebê??" Sim, eu disse isso. "Já anda!! Já anda para trás até chegar bem pertinho da beira da cama e tem ataques de gargalhadas com meu desespero!! Não é mais bebê..." Um dia ela aponta para o céu e diz "passs", no outro dia "passss inho", quando vi já dizia "passalinho" e de repente "passarrRRrrinho" com muita ênfase no R que orgulhosa já tinha aprendido a pronunciar.
Demorou para chamar "mamãe" era apenas um "SachÁ" quando tinha fome. De repente "mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe, mamãe!!!!!" "Por favor filha, me chama de Sacha!!!"
Mal aprendeu a formar frases e já estava nos deixando de cabelo em pé com colocações impressionantes. "Te amo muito, muito, muito!! 2 te amo!!" Ela já sabia que 2 era mais do que 1. Um dia perguntei se me amava grandão, ela respondeu que me amava pequenininho, fingi ficar triste, ela disse "mamãe é grande. Dadi é grande, eu sou pequenininha", claro, eu a amo grandão porque sou grande, ela amava pequenininho porque era pequenininha...
Aos dois anos parou de chorar para não borrar sua maquiagem de caipira. Em outra ocasião, passou um batom de brinquedo e não aceitou a chupeta para não borrar o seu batom.
Agora só quer usar saia e vestido.. e tem que ser rodado. Tem uma coleção de coroas. Tem até príncipe!!!! Ai de quem chamar ela de bebê!! Ela briga, grita, não aceita!!! Trocou suas chupetas por maquiagem, ao mesmo tempo as mamadeiras não lhe agradaram mais. Fralda?? Moça não usa fralda... Come feijão para ver seus cabelos compridos, e como ama seus lindos cachos. Dança como uma bailarina, canta. Uma princesa nata!!!
E eu babo.... babo.... babo..... Sinto saudades daquele nenezinho carequinha e pesado igual chumbo. Mas me orgulho tanto da menina linda que Deus me deu pra criar!!! Eu só acho que o ano está acontecendo nos dias pares.... ta passando rápido demaissssssssss
Restart!!!
Depois de muito tempo sem escrever, depois de o planeta girar centenas de vezes trocando muita coisa de lugar, finalmente criei coragem para voltar a escrever sobre a louca maternidade.
Vou resumir as mudanças principais, pra não ficar um texto longo e chato e pouco interessante. Senão quem vai aguentar ler inteiro, não é?! Sabe, eu tenho dificuldades em diminuir o numero de palavras. Quando eu falo ou escrevo, não consigo parar, o assunto vai tomando outros rumos e quando vejo.... Ok! Ok! Vou resumir...
Relendo os posts antigos pude ver quanta coisa mudou mesmo, quanta coisa foi conquistada. No post "Independência ou fralda!!!" tem uma passagem que digo "Eu me sinto mais do que mãe solteira, me sinto uma mãe adolescente. Não deveria ser assim, já estou quase nos 24, sou nova, mas não tanto. O Doador (assim que minha mãe apelidou o pai da minha filha) não faz falta nenhuma, mas dinheiro faz muita falta. Minha filha vai fazer 2 anos e eu nunca trabalhei fora desde que fiquei grávida. Não por preguiça, mas porque aqui em manaus as creches são muito caras, não achamos nada ideal por menos de mil reais, não valia a pena." Bem, não me sinto mais uma mãe adolescente. Já estou trabalhando e morando sozinha há um pouco mais de um ano. Passei dos 25, já estou mais perto dos 30... E a gordelicia já está quase chegando aos 4 anos de muito brilho cor-de-rosa. A única coisa que não mudou é que o dinheiro continua fazendo falta, fato! (e o Doador continua sendo apenas o doador)...
Outra coisa que relembrei foram as metas que estabeleci:
Primeira meta: passar num concurso maravilhoso, nível médio
Segunda meta: fazer faculdade de direito
Terceira meta: novo concurso, nível superior
Primeira meta cumprida, tudo bem que não é um concurso maravilhoso, mas me ajudou a conquistar minha tão sonhada independência. As outras duas, vamo que vamo, to correndo atrás. Se tivesse uma quarta meta, seria casar, mas eu achava que isso seria impossível... segura a curiosidade no ar!!!!!!!!
Cada dia que passa esse negócio de ser mãe fica mais doido, mais desesperador, mais difícil e mais prazeroso. Por isso eu senti necessidade de voltar a escrever e organizar melhor minhas idéias, vontades e opiniões a respeito dessa loucura toda. Quando estamos entrando na rotina de uma fase, ela muda. Precisamos ser muito ligeiras em degustar cada novidade, pois rapidinho já aparece outra.
Bem, por enquanto é isso.. mas terminado esse post já vou dar inicio a outro. Senti tanta falta de escrever.. Mas ta bom. Já estou de volta.
Vou resumir as mudanças principais, pra não ficar um texto longo e chato e pouco interessante. Senão quem vai aguentar ler inteiro, não é?! Sabe, eu tenho dificuldades em diminuir o numero de palavras. Quando eu falo ou escrevo, não consigo parar, o assunto vai tomando outros rumos e quando vejo.... Ok! Ok! Vou resumir...
Relendo os posts antigos pude ver quanta coisa mudou mesmo, quanta coisa foi conquistada. No post "Independência ou fralda!!!" tem uma passagem que digo "Eu me sinto mais do que mãe solteira, me sinto uma mãe adolescente. Não deveria ser assim, já estou quase nos 24, sou nova, mas não tanto. O Doador (assim que minha mãe apelidou o pai da minha filha) não faz falta nenhuma, mas dinheiro faz muita falta. Minha filha vai fazer 2 anos e eu nunca trabalhei fora desde que fiquei grávida. Não por preguiça, mas porque aqui em manaus as creches são muito caras, não achamos nada ideal por menos de mil reais, não valia a pena." Bem, não me sinto mais uma mãe adolescente. Já estou trabalhando e morando sozinha há um pouco mais de um ano. Passei dos 25, já estou mais perto dos 30... E a gordelicia já está quase chegando aos 4 anos de muito brilho cor-de-rosa. A única coisa que não mudou é que o dinheiro continua fazendo falta, fato! (e o Doador continua sendo apenas o doador)...
Outra coisa que relembrei foram as metas que estabeleci:
Primeira meta: passar num concurso maravilhoso, nível médio
Segunda meta: fazer faculdade de direito
Terceira meta: novo concurso, nível superior
Primeira meta cumprida, tudo bem que não é um concurso maravilhoso, mas me ajudou a conquistar minha tão sonhada independência. As outras duas, vamo que vamo, to correndo atrás. Se tivesse uma quarta meta, seria casar, mas eu achava que isso seria impossível... segura a curiosidade no ar!!!!!!!!
Cada dia que passa esse negócio de ser mãe fica mais doido, mais desesperador, mais difícil e mais prazeroso. Por isso eu senti necessidade de voltar a escrever e organizar melhor minhas idéias, vontades e opiniões a respeito dessa loucura toda. Quando estamos entrando na rotina de uma fase, ela muda. Precisamos ser muito ligeiras em degustar cada novidade, pois rapidinho já aparece outra.
Bem, por enquanto é isso.. mas terminado esse post já vou dar inicio a outro. Senti tanta falta de escrever.. Mas ta bom. Já estou de volta.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Indignada!!!!
Estava lendo um post muito bom no blog www.gravidasolteira.com.br, sobre o album incompleto nas datas festivas. Fiquei muito chateada com o preconceito das pessoas:
"Dizer que o filho é só seu é um pouco egoísta"
"Estão vangloriando o fato de cuidarem sozinhas"
"Implicancia com os pais"
"A mãe do filho do meu namorado não faz o menor esforço para o bebe vir nos visitar"
Me poupe, vai!! A sociedade é muito machista, além de os fdp fazerem o filho e correrem, ainda somos chamadas de egoístas... Bom senso é uma coisa, não precisamos sair contando toda a verdade nua e crua pra criança. Mas também não vou ficar dizendo pra minha filha que o pai dela é o melhor do mundo se ele não faz o minimo esforço nem para ser um pai razoável, diz que "a filha é muito bem cuidada pela mãe e pela avó, não precisa dele". Realmente isso é a mais pura verdade, mas ele vai explicar isso pra ela? Lógico que não!! Porque vai ser pra mim que ela vai perguntar onde está o pai.
É obvio que eu queria que minha filha tivesse o melhor pai do mundo, mas se ele não quer ser o que eu posso fazer?? Não tenho feridas pelo que ele me fez, afinal ele realmente não me fez nada.. O que me dói é o que ele não fez pela nossa filha. Foi conhece-la quando ela ja tinha 1 ano e 5 meses, e porque eu me dispus a ir até lá, ele não fez a menor questão de vir até aqui. Pergunta pra mim quantas vezes ele ligou depois que estivemos na casa dele. Nenhuma, falou umas 3 vezes com ela pela web e depois nunca mais.
Fico muito triste em ver algumas mulheres machistas, porque elas nos julgam apenas até serem largadas grávidas também... não desejo isso pra ninguém.
Revolta relatada. Quero encerrar dizendo que apesar disso estou muito feliz em ter minha gordinha, se ela tiver que ter um pai legal ela vai ter o dia que Deus colocar um na nossa vida, senão vamos continuar felizes sendo o trio de guerreiras, eu, ela e minha mãe.
"Dizer que o filho é só seu é um pouco egoísta"
"Estão vangloriando o fato de cuidarem sozinhas"
"Implicancia com os pais"
"A mãe do filho do meu namorado não faz o menor esforço para o bebe vir nos visitar"
Me poupe, vai!! A sociedade é muito machista, além de os fdp fazerem o filho e correrem, ainda somos chamadas de egoístas... Bom senso é uma coisa, não precisamos sair contando toda a verdade nua e crua pra criança. Mas também não vou ficar dizendo pra minha filha que o pai dela é o melhor do mundo se ele não faz o minimo esforço nem para ser um pai razoável, diz que "a filha é muito bem cuidada pela mãe e pela avó, não precisa dele". Realmente isso é a mais pura verdade, mas ele vai explicar isso pra ela? Lógico que não!! Porque vai ser pra mim que ela vai perguntar onde está o pai.
É obvio que eu queria que minha filha tivesse o melhor pai do mundo, mas se ele não quer ser o que eu posso fazer?? Não tenho feridas pelo que ele me fez, afinal ele realmente não me fez nada.. O que me dói é o que ele não fez pela nossa filha. Foi conhece-la quando ela ja tinha 1 ano e 5 meses, e porque eu me dispus a ir até lá, ele não fez a menor questão de vir até aqui. Pergunta pra mim quantas vezes ele ligou depois que estivemos na casa dele. Nenhuma, falou umas 3 vezes com ela pela web e depois nunca mais.
Fico muito triste em ver algumas mulheres machistas, porque elas nos julgam apenas até serem largadas grávidas também... não desejo isso pra ninguém.
Revolta relatada. Quero encerrar dizendo que apesar disso estou muito feliz em ter minha gordinha, se ela tiver que ter um pai legal ela vai ter o dia que Deus colocar um na nossa vida, senão vamos continuar felizes sendo o trio de guerreiras, eu, ela e minha mãe.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Independência ou fralda!!!
Ontem fiz a prova do concurso do TRT. Estava horrorosa a prova, dificílima. Saí com a sensação de que não foi dessa vez. Vou continuar estudando, com um pequeno alívio de que nem tudo está perdido, pois continuo aguardando a convocação do outro concurso. Mas eu queria este, porque o salario do outro só servirá para a escola da minha gordinha, não sobrará nada. Estou com aquela sensação de que vai demorar um pouco mais para eu conquistar a tão sonhada independência.
Estava aqui lendo outros blogs de mães solteiras, admirando-as por cuidarem sozinhas de seus bebês. Acho que o preconceito me atinge com um pequeno ponto agravante: dependo de minha mãe. Ser mãe solteira tem lá sua beleza. Mãe já é guerreira pelo simples fato de ser mãe, mas mãe solteira batalha por dois. Para os mais sensíveis, como Tom Zé, a condição de mãe solteira chega a ser inspiradora.
Eu me sinto mais do que mãe solteira, me sinto uma mãe adolescente. Não deveria ser assim, ja estou quase nos 24, sou nova, mas não tanto. O Doador (assim que minha mãe apelidou o pai da minha filha) não faz falta nenhuma, mas dinheiro faz muita falta. Minha filha vai fazer 2 anos e eu nunca trabalhei fora desde que fiquei grávida. Não por preguiça, mas porque aqui em manaus as creches são muito caras, não achamos nada ideal por menos de mil reais, não valia a pena.
Eu tinha o desejo de cria-la 24h por dia nos primeiros 2 anos, uma opnião pessoal. Entendo que para mães como nós isso é praticamente impossível. É aí que meu drama vira uma dádiva. Graças ao bom Deus eu tenho minha mãe, que apesar das brigas feias, me apoiou e jamais me cobrou o fato de eu não trabalhar. Sempre esteve ao meu lado, lógico que me questionando quando isso iria acontecer, mas sempre visando o nosso bem. Enfim, meu prazo terminou.
Cheguei a conclusão de que a única solução seria concurso público, pois não concluí nenhuma das faculdades que comecei. Qualquer outro emprego não daria a renda necessária nem para manter minha filha em uma escola boa.
Primeira meta: passar num concurso maravilhoso, nivel médio
Segunda meta: fazer faculdade de direito
Terceira meta: novo concurso, nivel superior
No dia que estabeleci essas metas passei a me sentir um pouco menos vazia, no sentindo de dar um rumo a minha vida. Antes eu não via caminho nenhum, agora já estou percorrendo o caminho certo.
Olho pra traz e vejo que não perdi tempo nenhum, percebi que esses dois anos me dedicando exclusivamente para minha filha, foi um presente Divino, intermediado pelo meu anjo em terra, minha mãe. Consigo perceber que tudo se encaixa. Tinha que ser assim.
Por isso, digo à todas as mamães solteiras como eu, calma que tudo se encaixa, o importande é manter o foco: O que está sob meu controle neste momento? Mantendo a calma e tendo sabedoria para responder esta pergunta, o que pode dar errado?
Aaa o Doador nessa história toda? Foi apenas o doador, não tem servido pra mais nada.
Estava aqui lendo outros blogs de mães solteiras, admirando-as por cuidarem sozinhas de seus bebês. Acho que o preconceito me atinge com um pequeno ponto agravante: dependo de minha mãe. Ser mãe solteira tem lá sua beleza. Mãe já é guerreira pelo simples fato de ser mãe, mas mãe solteira batalha por dois. Para os mais sensíveis, como Tom Zé, a condição de mãe solteira chega a ser inspiradora.
Eu me sinto mais do que mãe solteira, me sinto uma mãe adolescente. Não deveria ser assim, ja estou quase nos 24, sou nova, mas não tanto. O Doador (assim que minha mãe apelidou o pai da minha filha) não faz falta nenhuma, mas dinheiro faz muita falta. Minha filha vai fazer 2 anos e eu nunca trabalhei fora desde que fiquei grávida. Não por preguiça, mas porque aqui em manaus as creches são muito caras, não achamos nada ideal por menos de mil reais, não valia a pena.
Eu tinha o desejo de cria-la 24h por dia nos primeiros 2 anos, uma opnião pessoal. Entendo que para mães como nós isso é praticamente impossível. É aí que meu drama vira uma dádiva. Graças ao bom Deus eu tenho minha mãe, que apesar das brigas feias, me apoiou e jamais me cobrou o fato de eu não trabalhar. Sempre esteve ao meu lado, lógico que me questionando quando isso iria acontecer, mas sempre visando o nosso bem. Enfim, meu prazo terminou.
Cheguei a conclusão de que a única solução seria concurso público, pois não concluí nenhuma das faculdades que comecei. Qualquer outro emprego não daria a renda necessária nem para manter minha filha em uma escola boa.
Primeira meta: passar num concurso maravilhoso, nivel médio
Segunda meta: fazer faculdade de direito
Terceira meta: novo concurso, nivel superior
No dia que estabeleci essas metas passei a me sentir um pouco menos vazia, no sentindo de dar um rumo a minha vida. Antes eu não via caminho nenhum, agora já estou percorrendo o caminho certo.
Olho pra traz e vejo que não perdi tempo nenhum, percebi que esses dois anos me dedicando exclusivamente para minha filha, foi um presente Divino, intermediado pelo meu anjo em terra, minha mãe. Consigo perceber que tudo se encaixa. Tinha que ser assim.
Por isso, digo à todas as mamães solteiras como eu, calma que tudo se encaixa, o importande é manter o foco: O que está sob meu controle neste momento? Mantendo a calma e tendo sabedoria para responder esta pergunta, o que pode dar errado?
Aaa o Doador nessa história toda? Foi apenas o doador, não tem servido pra mais nada.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Nem tudo são flores...
O ano começou e parece que dei um passo pra trás. Fugindo um pouco do assunto devo de dizer que, infelizmente, aqui em manaus temos um grave problema com empregadas domésticas: ou elas fazem o que querem, ou simplismente vão embora... A última, conhecida nossa ha anos, na primeira vez que foi chamada atenção por faltar pelo menos uma vez por semana e chegar todos os dias depois das 10h, repito na primeira vez que foi chamada a atenção ela disse que tinha compromissos e se não fosse assim então melhor ir embora. E aí sobra pra quem?? Pra mim, lógico, tenho mais que a obrigação de cuidar da casa ja que moro aqui e nao ajudo com nenhum centavo.
Não é um bicho de sete cabeças, um apartamento normal, com bagunças normais de uma casa com criança... mas estou aqui criando coragem de continuar as tarefas, sentindo uma necessidade incontrolável de compartilhar esse desconfortável sentimento que toma conta de mim. A Leona Valentina acaba de dormir, e começo a fazer as coisas pensando que tenho muita coisa pra estudar pois minha prova é domingo, pensando que se não estiver arrumado ate a hora de minha voltar vai ter briga feia. Fico triste, pois é trabalho chato, desvalorizado por quem não te ve trabalhando e nao vai me levar a lugar nenhum... Quem é dona de casa sabe bem do que estou falando.
Mas graças a Deus é passageiro, só esse mês e termina, logo estarei trabalhando fora e esse sentimento vai passar.
Tenho certeza que muitas mães solteiras também se sentem frustradas por não ter a independência necessária para fazer tudo "do seu jeito", aquele sentimento horroroso de culpa que se mistura com gratidão, aquela vontade de dizer "eu pago as minhas contas e sustendo meu bebe". Sabemos muito muito bem que sem a pessoa que nos ajuda (na grande maioria das vezes nossa mãe) estariamos completamente perdidas, reconhecemos e somos, sim, muitíssimo gratas, mas com uma pitada de culpa temos um forte desejo de que essa dependência acabe logo, e que possamos voltar pro calor do colo da mamãe simplesmente porque sentimos falta, por puro amor, nenhum outro motivo.
Bem, desabafo feito, a casa me espera, vou ligar uma musiquinha e recomeçar.
Beijos
Não é um bicho de sete cabeças, um apartamento normal, com bagunças normais de uma casa com criança... mas estou aqui criando coragem de continuar as tarefas, sentindo uma necessidade incontrolável de compartilhar esse desconfortável sentimento que toma conta de mim. A Leona Valentina acaba de dormir, e começo a fazer as coisas pensando que tenho muita coisa pra estudar pois minha prova é domingo, pensando que se não estiver arrumado ate a hora de minha voltar vai ter briga feia. Fico triste, pois é trabalho chato, desvalorizado por quem não te ve trabalhando e nao vai me levar a lugar nenhum... Quem é dona de casa sabe bem do que estou falando.
Mas graças a Deus é passageiro, só esse mês e termina, logo estarei trabalhando fora e esse sentimento vai passar.
Tenho certeza que muitas mães solteiras também se sentem frustradas por não ter a independência necessária para fazer tudo "do seu jeito", aquele sentimento horroroso de culpa que se mistura com gratidão, aquela vontade de dizer "eu pago as minhas contas e sustendo meu bebe". Sabemos muito muito bem que sem a pessoa que nos ajuda (na grande maioria das vezes nossa mãe) estariamos completamente perdidas, reconhecemos e somos, sim, muitíssimo gratas, mas com uma pitada de culpa temos um forte desejo de que essa dependência acabe logo, e que possamos voltar pro calor do colo da mamãe simplesmente porque sentimos falta, por puro amor, nenhum outro motivo.
Bem, desabafo feito, a casa me espera, vou ligar uma musiquinha e recomeçar.
Beijos
sábado, 31 de dezembro de 2011
Tchau 2011!!!
Ja nas ultimas 24 horas do ultimo dia do ano penso em todos os planos que tinha feito para 2011. Pelo menos um deles eu cumpri: criei um blog! Uhul! A maioria não consegui realizar, não emagreci (engordei), não encontrei nenhum namorado, tudo bem que eu nem procurei, mas ficou a promessa por cumprir, não tive nenhuma idéia genial para trabalhar em casa sem sair de perto da minha gordinha, não saí de casa e não conquistei minha independência. Mas conquistei coisas que não estava esperando, fiz novas amigas, passei em um concurso público e estou aguardando a convocação, minha filha conheceu o pai pessoalmente e voltei a falar com o meu próprio pai, sobrevivi tranquilamente a mais um ano sem um homem do lado e cheguei a conclusão satisfatória de que nao faz falta nenhuma. Mas o melhor de tudo foi que tracei metas e hoje tenho certeza do que eu quero, e a partir desse momento obtive a motivação que precisava pra sair do lugar.
Estava cansada de patinar e continuar no mesmo lugar. Foi um ano melhor que 2010 no geral, pude olhar pra mim e me redescobrir, continuo fazendo isso diariamente. Pude perceber que a mudança só depende de mim. Olho pra minha filha, com 1 ano e 10 meses, já fala tudo, por favor, dá licença, obrigada, estamos trabalhando pra que em breve não precise mais de fraldas, já sabe as vogais, ja conta até 10 e até identifica os números de 0 a 9, canta musiquinhas, dança, olho pra ela e me pergunto: quanto disso é só dela e quanto fomos nós que ensinamos? Sinto que apesar da minha condição, estou dando o meu melhor como mãe. Sei que muita gente não nota alguns pequenos "sacrificios" e também não sabem dos grandes sapos que tenho que engolir, mas eu sei. Também sei que tem gente me achando egoísta por ser protetora demais em alguns momentos, mas eu não me importo, porque eu sei, nós sabemos que esses tesouros são tudo que importa na nossa vida.
Estou satisfeita com o fim desse ano, poderia ter feito melhor, mas quando penso nos anos anteriores vejo que fiz muitos progressos. Que venha 2012, farei uma nova dieta, passarei em um concurso melhor, passarei também no vestibular que desejo, mas não quero namorado nenhum, não terei tempo pra perder com isso.
Sei que as coisas estão melhorando sem parar, sei que é por merecimento, apesar de ter um probleminha que me perturba muito. Me orgulho da mãe que sou, e ano que vem serei melhor ainda. Venha 2012, e traga tudo que merecemos!!!
Feliz 2012 a todos!!!!
Estava cansada de patinar e continuar no mesmo lugar. Foi um ano melhor que 2010 no geral, pude olhar pra mim e me redescobrir, continuo fazendo isso diariamente. Pude perceber que a mudança só depende de mim. Olho pra minha filha, com 1 ano e 10 meses, já fala tudo, por favor, dá licença, obrigada, estamos trabalhando pra que em breve não precise mais de fraldas, já sabe as vogais, ja conta até 10 e até identifica os números de 0 a 9, canta musiquinhas, dança, olho pra ela e me pergunto: quanto disso é só dela e quanto fomos nós que ensinamos? Sinto que apesar da minha condição, estou dando o meu melhor como mãe. Sei que muita gente não nota alguns pequenos "sacrificios" e também não sabem dos grandes sapos que tenho que engolir, mas eu sei. Também sei que tem gente me achando egoísta por ser protetora demais em alguns momentos, mas eu não me importo, porque eu sei, nós sabemos que esses tesouros são tudo que importa na nossa vida.
Estou satisfeita com o fim desse ano, poderia ter feito melhor, mas quando penso nos anos anteriores vejo que fiz muitos progressos. Que venha 2012, farei uma nova dieta, passarei em um concurso melhor, passarei também no vestibular que desejo, mas não quero namorado nenhum, não terei tempo pra perder com isso.
Sei que as coisas estão melhorando sem parar, sei que é por merecimento, apesar de ter um probleminha que me perturba muito. Me orgulho da mãe que sou, e ano que vem serei melhor ainda. Venha 2012, e traga tudo que merecemos!!!
Feliz 2012 a todos!!!!
domingo, 18 de dezembro de 2011
Sem tempo!!!
Não abandonei o blog, apenas estou me dedicando aos estudos com muita intensidade. Quero passar o quanto antes em algum concurso que valha a pena. Por enquanto essa é minha meta principal, e só mudará depois de alcançada. Não estou escrevendo tanto quanto eu gostaria, mas essa é apenas uma das renuncias que preciso fazer para alcançar minha meta. Ano que vem, já aprovada em um exelente concurso, passarei a divulgar melhor meu blog e escrever com frequencia regular.
Ainda este ano pretendo preparar um texto bem bonito para encerrar 2011.
Beijinhos
Ainda este ano pretendo preparar um texto bem bonito para encerrar 2011.
Beijinhos
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Segundinha comum...
Quase 10h da manhã, estamos de pé desde das 5h. Estávamos passeando pelo condomínio e acabamos de subir. Estou aqui mergulhada em meus pensamentos, a faxineira não chegou até agora. Será que terei que arrumar a casa ou poderei estudar para meus concursos? Pela hora acho que terei que arrumar a casa, pois minha mãe vem almoçar hoje. Um silêncio tranquilo paira no ar... Tranquilo??? Isso tem cheiro de arte!!! Sim, minhas amigas, enquanto escrevo essa pequena amostra de uma manhã comum, minha princesa tira todos os lençois do armário. To fingindo que nem vi...
Vida de mãe é uma loucura, mas só se permitir. Agora vou indo que o dia me espera cheio. Vou dar uma bronquinha sem exageros e juntar a bagunça.
Beijinhos
Vida de mãe é uma loucura, mas só se permitir. Agora vou indo que o dia me espera cheio. Vou dar uma bronquinha sem exageros e juntar a bagunça.
Beijinhos
domingo, 6 de novembro de 2011
Paquerar?? De que jeito??
Acabo de chegar de uma festa de aniversário infantil. Ou quase isso, porque a festa, apesar dos brinquedos, foi em uma boate. Perfeita para um gatinho de 10 anos.
Fiz escova, maquiagem, tudo em casa, claro, porque não vou mais no salão nem pra cortar o cabelo (privilégio apenas de quem tem mãe multiuso). Enfim, fiz toda produção. Pensei que pais jovens teriam amigos jovens e quem sabe algum solteiro, apaixonado por crianças, com uma conta bancária gordinha (fala sério, você também deseja a conta bancária gorda, todo mundo deseja).Saí de casa belíssima, com minha princesa arrazando num vestido preto e xadrez.
Mal entrei na festa e a boneca viu de longe o bendito pula pula. Entrou dançando e pulando, linda como sempre. O problema foi que a festa era de crianças mais velhas, e ela apenas pensa que tem tamanho, mas é pequenininha. Os garotinhos no pula pula saltavam tão alto que eu cheguei a pensar que fossem sair voando direto pro chão. Mas logo deixaram ela brincar um pouquinho. Até aí eu nem tinha olhado para os lados. Quando tirei essa menina do bendito, começou o escândalo. Ela chorava, ela gritava: Pu pula, pu pula, pu pula! Já imaginaram uma gorda rejeitando comida? Era a minha filha, não queria nem comer.
Quem é mãe sabe muito bem, não existe nada mais angustiante e enlouquecedor que choro de filho. Quando é por mal-criação então... A gente só não sai correndo porque todo mundo já teve essa idéia primeiro e a cria não pode ficar sozinha.
Fui ficando irritada. Fui ficando nervoza. Fui ficando envergonhada. Minha mãe mais ainda. Minha princesinha, tão lindinha, que canta música, conta até 10, acorda falando "eu te amo", toda linda com seus caracóis loiríssimos, estava insuportável. No final ela se acalmou. Mas sim, o assunto, paquera. Pois é... Não me lembro nem se tinha homem na festa.
Agora estou aqui, achando graça dessa vida de mãe, cheia de emoções. A princesa no berço, quietinha como uma santa. Olho pra ela, tranquila, bocejando, com um monte de adesivo que ela adora colar pelo corpo. Tem na testa, na bochecha, no nariz. Olho pra esse anjinho e me conformo que paquera mesmo sabe-se lá quando. Pelo meno aprendi a lição: ter sempre rasteiras lindissimas no guarda-roupa, porque salto alto só serve pra torcer o pé enquanto corremos atrás das figurinhas; calça é a tendência entre mamães, assim nao tem perigo de aparecer a calcinha de vovó da época da gravidez. Ai ai ai... Ano que vem volto a considerar a possibilidade de uma paquera....
Aaa, só um segredinho pra contar pra vocês: desejo loucamente que alguém me diga que estou errada em pensar assim rsrsrs
Beijos minhas amigas!!!
Fiz escova, maquiagem, tudo em casa, claro, porque não vou mais no salão nem pra cortar o cabelo (privilégio apenas de quem tem mãe multiuso). Enfim, fiz toda produção. Pensei que pais jovens teriam amigos jovens e quem sabe algum solteiro, apaixonado por crianças, com uma conta bancária gordinha (fala sério, você também deseja a conta bancária gorda, todo mundo deseja).Saí de casa belíssima, com minha princesa arrazando num vestido preto e xadrez.
Mal entrei na festa e a boneca viu de longe o bendito pula pula. Entrou dançando e pulando, linda como sempre. O problema foi que a festa era de crianças mais velhas, e ela apenas pensa que tem tamanho, mas é pequenininha. Os garotinhos no pula pula saltavam tão alto que eu cheguei a pensar que fossem sair voando direto pro chão. Mas logo deixaram ela brincar um pouquinho. Até aí eu nem tinha olhado para os lados. Quando tirei essa menina do bendito, começou o escândalo. Ela chorava, ela gritava: Pu pula, pu pula, pu pula! Já imaginaram uma gorda rejeitando comida? Era a minha filha, não queria nem comer.
Quem é mãe sabe muito bem, não existe nada mais angustiante e enlouquecedor que choro de filho. Quando é por mal-criação então... A gente só não sai correndo porque todo mundo já teve essa idéia primeiro e a cria não pode ficar sozinha.
Fui ficando irritada. Fui ficando nervoza. Fui ficando envergonhada. Minha mãe mais ainda. Minha princesinha, tão lindinha, que canta música, conta até 10, acorda falando "eu te amo", toda linda com seus caracóis loiríssimos, estava insuportável. No final ela se acalmou. Mas sim, o assunto, paquera. Pois é... Não me lembro nem se tinha homem na festa.
Agora estou aqui, achando graça dessa vida de mãe, cheia de emoções. A princesa no berço, quietinha como uma santa. Olho pra ela, tranquila, bocejando, com um monte de adesivo que ela adora colar pelo corpo. Tem na testa, na bochecha, no nariz. Olho pra esse anjinho e me conformo que paquera mesmo sabe-se lá quando. Pelo meno aprendi a lição: ter sempre rasteiras lindissimas no guarda-roupa, porque salto alto só serve pra torcer o pé enquanto corremos atrás das figurinhas; calça é a tendência entre mamães, assim nao tem perigo de aparecer a calcinha de vovó da época da gravidez. Ai ai ai... Ano que vem volto a considerar a possibilidade de uma paquera....
Aaa, só um segredinho pra contar pra vocês: desejo loucamente que alguém me diga que estou errada em pensar assim rsrsrs
Beijos minhas amigas!!!
sábado, 29 de outubro de 2011
Treco no nariz!!
Pensando em como iniciar este texto me vem à lembrança um filme, muito bonitinho, que adoro assistir. Chama-se "Espirito do Mal". Um homem tem um filho que nasce com o espirito de uma pessoa que o odeia, ao perceber que a maior dor do seu pai seria o seu sofrimento, o filho ainda bebe começa a correr todos os riscos de acidentes possiveis para que seu pai (seu inimigo de outra vida) sofra muito. É um filme muito engraçado. E parece que todas as crianças nascem assim, querendo deixar suas mães maluquinhas de tanto susto.
Hoje foi um dia de sufoco na minha vida. Contarei tudo. Ontem a noite, eu e minha mãe, notamos que minha filha respirava com um pouco de dificuldade. Achando que se tratava de uma melequinha um tanto quanto grande, rapidamente pegamos o soro fisiológico e o cotonete e começamos a tentar tirar; Obviamente a tal "meleca" não saiu. Hoje de manhã resolvi olhar melhor e achei algo estranho, preto, que me pareceu um giz de cera. Até então eu estava tranquila, achando que um médico com uma pinça adequada poderia resolver nosso problema com poucas lágrimas.
Fomos para a emergência do hospital onde temos o plano de saúde, um médico estrangeiro, que nem sabia o que era giz de cera, nos encaminhou para outro hospital, pois onde estavamos não tinha o material necessário para fazer o procedimento. Chegamos no segundo hospital, consultamos com o otorrino, e então veio a agoniante noticia de que minha filha precisaria ser sedada para então o objeto ser retirado. Em seguida uma mulher nos fala em anestesia geral. O que?? Anestesia geral é muito arriscado para um bebê. Fomos a mais dois hospitais, até que resolvemos voltar ao primeiro e pedir a opnião de um novo médico. Não tinha jeito. Ela teria que ser sedada, e para isso teria que ficar oito horas em jejum.
Para nao desitratar fomos para a enfermaria e ela tomaria glicose na veia. Achei que seria melhor a minha mãe entrar com ela, mas fiquei na porta. Grito! Choro! Ai meu coração. Fiquei esperando ela sair. Grito! Choro! Grito! Droga, a menina nao acertou a veia. Esperei. E mais grito! Mais choro! Chamaram outra pessoa. Falei para o enfermeiro chamar alguém experiente. Minha mãe me acalmou. Até que por fim, depois de quatro picadas, acharam a veia. Fiquei lá com ela uma hora e alguma coisa, depois minha mãe voltou e fui para casa tomar banho e comer algo (eu estava de jejum também e já eram umas 17h) pois a noite seria longa.
Recebi vários telefonemas da minha mãe me informando de cada passo. Em um deles ela me disse que o caninho do soro estava dobrado, ou seja, minha filha nao tava recebendo nada. Menos de cinco minutos depois ela me liga e diz que estavam indo para o outro hospital para dar inicio ao procedimento. Que raiva, quatro furos, tanto choro, tanto grito e minha filha nao tomou nada da porcaria da glicose.
Eu ja estava a caminho quando recebo o ultimo telefonema: "Você não vai acreditar! A médica conseguiu tirar o objeto com uma pinça, estamos liberadas." Claro que eu fiquei feliz demais por nao precisar dar anestesia na minha princesa. Por outro lado fiquei furiosa, pois minha filha passou fome. Minha filha foi furada, judiada pra nem tomar o bendito soro com a glicose, e no fim o problema poderia ter sido resolvido ha muito tempo.
Chorei muito, fiquei assustada. Contando, calma, ela dormindo feito anjo aqui do meu lado, a história parece muito banal e é. Na verdade pensei o tempo inteiro na nossa amiga Carol, no quanto ela sofreu e sofre ainda com sua anjinha Ana Luiza. E quantas mães que sofrem, meu Deus! Quase morri ao ver minha filha pedir "xuco" e "mamá", sabendo que eu nao poderia dar, imagina as mães que não tem pra dar...
Foi um susto!! Pois se o tal objeto fosse pro pulmão seria morte na certa. Mas passou. É minhas amigas, não ter o pai dessas criaturinhas por perto não é o maior dos nossos problemas. Ááá, eu já contei da vez que a minha filha engoliu sabão em pó?
Hoje foi um dia de sufoco na minha vida. Contarei tudo. Ontem a noite, eu e minha mãe, notamos que minha filha respirava com um pouco de dificuldade. Achando que se tratava de uma melequinha um tanto quanto grande, rapidamente pegamos o soro fisiológico e o cotonete e começamos a tentar tirar; Obviamente a tal "meleca" não saiu. Hoje de manhã resolvi olhar melhor e achei algo estranho, preto, que me pareceu um giz de cera. Até então eu estava tranquila, achando que um médico com uma pinça adequada poderia resolver nosso problema com poucas lágrimas.
Fomos para a emergência do hospital onde temos o plano de saúde, um médico estrangeiro, que nem sabia o que era giz de cera, nos encaminhou para outro hospital, pois onde estavamos não tinha o material necessário para fazer o procedimento. Chegamos no segundo hospital, consultamos com o otorrino, e então veio a agoniante noticia de que minha filha precisaria ser sedada para então o objeto ser retirado. Em seguida uma mulher nos fala em anestesia geral. O que?? Anestesia geral é muito arriscado para um bebê. Fomos a mais dois hospitais, até que resolvemos voltar ao primeiro e pedir a opnião de um novo médico. Não tinha jeito. Ela teria que ser sedada, e para isso teria que ficar oito horas em jejum.
Para nao desitratar fomos para a enfermaria e ela tomaria glicose na veia. Achei que seria melhor a minha mãe entrar com ela, mas fiquei na porta. Grito! Choro! Ai meu coração. Fiquei esperando ela sair. Grito! Choro! Grito! Droga, a menina nao acertou a veia. Esperei. E mais grito! Mais choro! Chamaram outra pessoa. Falei para o enfermeiro chamar alguém experiente. Minha mãe me acalmou. Até que por fim, depois de quatro picadas, acharam a veia. Fiquei lá com ela uma hora e alguma coisa, depois minha mãe voltou e fui para casa tomar banho e comer algo (eu estava de jejum também e já eram umas 17h) pois a noite seria longa.
Recebi vários telefonemas da minha mãe me informando de cada passo. Em um deles ela me disse que o caninho do soro estava dobrado, ou seja, minha filha nao tava recebendo nada. Menos de cinco minutos depois ela me liga e diz que estavam indo para o outro hospital para dar inicio ao procedimento. Que raiva, quatro furos, tanto choro, tanto grito e minha filha nao tomou nada da porcaria da glicose.
Eu ja estava a caminho quando recebo o ultimo telefonema: "Você não vai acreditar! A médica conseguiu tirar o objeto com uma pinça, estamos liberadas." Claro que eu fiquei feliz demais por nao precisar dar anestesia na minha princesa. Por outro lado fiquei furiosa, pois minha filha passou fome. Minha filha foi furada, judiada pra nem tomar o bendito soro com a glicose, e no fim o problema poderia ter sido resolvido ha muito tempo.
Chorei muito, fiquei assustada. Contando, calma, ela dormindo feito anjo aqui do meu lado, a história parece muito banal e é. Na verdade pensei o tempo inteiro na nossa amiga Carol, no quanto ela sofreu e sofre ainda com sua anjinha Ana Luiza. E quantas mães que sofrem, meu Deus! Quase morri ao ver minha filha pedir "xuco" e "mamá", sabendo que eu nao poderia dar, imagina as mães que não tem pra dar...
Foi um susto!! Pois se o tal objeto fosse pro pulmão seria morte na certa. Mas passou. É minhas amigas, não ter o pai dessas criaturinhas por perto não é o maior dos nossos problemas. Ááá, eu já contei da vez que a minha filha engoliu sabão em pó?
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Start!
Faz bastante tempo que venho pensando em criar um blog, mas a inspiração nunca vinha. Hoje, assim de repente, eis que surge uma vontade incontrolável de escrever, como nos velhos tempos. Liguei o notbook, sentei num colchão no quarto de brinquedos, e, ao som de Xuxa Só Para Baixinhos 4 comecei a escrever. Bem, faz mais de três horas e só cheguei até a quarta a linha deste texto. Nesse tempo já parei pra dar mamadeira, já parei pra dar banho, água, já desci e dei umas quatro voltas dentro do condomínio na esperança de minha gorda dormir e claro que ela nao dormiu, já chequei a temperatura, pois ela está com muita tosse e dor de ouvido, já ganhei beijo de graça, já quase infartei com um quase tombo feio e nesse minuto acabo de engolir um pão de queijo babado. Parece complicado né?! Mas é pior ainda!
Não quero ensinar ninguém receita de papinha, tipos de choro e nem conduta correta. Quero apenas dividir minhas experiências e pensamentos de uma forma divertida e sadia.
Ser mãe já é difícil normalmente, solteira então... Não tem como fugir das complicações dessa nova condição: preconceito, dúvidas, dificuldades. Mas não é o fim do mundo, sempre tem um jeito de levar de uma forma mais leve. Não existe um manual de instruções, existe o tal do "instindo materno" que tem uma exatidão impressionante. Enfim, ser mãe é viver num mundo tão fantástico e tao desesperador que nenhuma experiência é tão complexa quanto essa.
Quando descobri que estava grávida, minhas primeiras palavras foram "meu Deus, que venha com saúde". Mesmo que não viesse assim saudável seria amada da mesma forma. Quando eu estava com dois meses de gravidez, o pai da minha filha "descobriu" o amor da vida dele, com quem se casou quase um ano depois, e pra piorar, além de mim, deixou outra grávida chorando. Eu tinha 21 anos e nao era tão apaixonada por ele, minha decepção foi por ter sido abandonada num momento tão delicado. Pouco falarei dele, pois definitivamente ele não é o foco das minhas idéias.
Apesar de todos os choros, máguas e decepções, hoje minha filha tem 1 ano e 8 meses e é extremamente amada por todos. E linda demais, hoje mesmo fomos receber um premio de um concurso que ela venceu com mais de mil votos (uma história que vale a pena contar mais tarde).
Crio minha filha com o total apoio de minha mãe. Ainda estou sem emprego, apenas estudando em casa para concursos e vestibulares, e ainda nao passei porque somente agora estou conseguindo ter tempo para me dedicar mais profundamente. Não tenho namorado há mais de dois anos, o que não me entristece, e sim me fortalece, pois pude refletir muito sobre o assunto e observar também, tenho certeza que nao teria aprendido tando se não estivesse sozinha.
Esse foi um pequeno resumo sobre mim. São muitos os assuntos para discutirmos. Mal posso esperar para levar adiante essa nova atividade na minha vida.
Muito prazer, até breve!
Beijinhos!
Não quero ensinar ninguém receita de papinha, tipos de choro e nem conduta correta. Quero apenas dividir minhas experiências e pensamentos de uma forma divertida e sadia.
Ser mãe já é difícil normalmente, solteira então... Não tem como fugir das complicações dessa nova condição: preconceito, dúvidas, dificuldades. Mas não é o fim do mundo, sempre tem um jeito de levar de uma forma mais leve. Não existe um manual de instruções, existe o tal do "instindo materno" que tem uma exatidão impressionante. Enfim, ser mãe é viver num mundo tão fantástico e tao desesperador que nenhuma experiência é tão complexa quanto essa.
Quando descobri que estava grávida, minhas primeiras palavras foram "meu Deus, que venha com saúde". Mesmo que não viesse assim saudável seria amada da mesma forma. Quando eu estava com dois meses de gravidez, o pai da minha filha "descobriu" o amor da vida dele, com quem se casou quase um ano depois, e pra piorar, além de mim, deixou outra grávida chorando. Eu tinha 21 anos e nao era tão apaixonada por ele, minha decepção foi por ter sido abandonada num momento tão delicado. Pouco falarei dele, pois definitivamente ele não é o foco das minhas idéias.
Apesar de todos os choros, máguas e decepções, hoje minha filha tem 1 ano e 8 meses e é extremamente amada por todos. E linda demais, hoje mesmo fomos receber um premio de um concurso que ela venceu com mais de mil votos (uma história que vale a pena contar mais tarde).
Crio minha filha com o total apoio de minha mãe. Ainda estou sem emprego, apenas estudando em casa para concursos e vestibulares, e ainda nao passei porque somente agora estou conseguindo ter tempo para me dedicar mais profundamente. Não tenho namorado há mais de dois anos, o que não me entristece, e sim me fortalece, pois pude refletir muito sobre o assunto e observar também, tenho certeza que nao teria aprendido tando se não estivesse sozinha.
Esse foi um pequeno resumo sobre mim. São muitos os assuntos para discutirmos. Mal posso esperar para levar adiante essa nova atividade na minha vida.
Muito prazer, até breve!
Beijinhos!
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